Rodrigo NunesAdvogado · OAB/RS 53.409
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Direito Imobiliário

Rescisão de Contrato

A compra de um imóvel na planta pode envolver armadilhas — a principal delas é o atraso na entrega, ainda que previsto em contrato. É um direito líquido e certo do consumidor desistir do negócio em qualquer situação, ainda que o contrato diga o contrário.

De acordo com súmulas dos tribunais, ao desistir da compra o consumidor tem direito a receber de volta, com correção monetária, a totalidade ou parte do que pagou à construtora — mesmo quando o contrato traz cláusulas desfavoráveis sem validade.

Como funciona

Como funciona a rescisão de contrato imobiliário

A rescisão de contrato imobiliário pode ocorrer por diversos motivos: descumprimento de obrigações por uma das partes, vício oculto no imóvel, arrependimento dentro do prazo legal, ou simplesmente por acordo entre comprador e vendedor. Um advogado avalia a causa da rescisão pretendida, já que ela determina quais valores devem ser restituídos e se há direito a indenização adicional.

Quando a rescisão decorre de culpa de uma das partes — por exemplo, o vendedor que não entrega a documentação prometida, ou o comprador que deixa de pagar as parcelas combinadas —, a parte prejudicada pode ter direito a reter parte dos valores já pagos, a título de compensação pelos prejuízos causados pelo descumprimento contratual.

Vícios ocultos

Rescisão por vício oculto no imóvel

Quando o imóvel apresenta problema estrutural grave não informado no momento da venda, o comprador pode buscar um advogado para rescindir o contrato e obter devolução integral dos valores pagos, além de indenização pelos prejuízos decorrentes do vício. É preciso comprovar que o problema já existia antes da venda e que não era visível numa vistoria comum.

Cuidados na rescisão

O que avaliar antes de rescindir

Antes de rescindir um contrato imobiliário, é importante calcular com precisão os valores envolvidos — sinal, parcelas pagas, benfeitorias realizadas no imóvel — para evitar prejuízo desnecessário. Um advogado revisa o contrato e simula os cenários possíveis antes de qualquer notificação à outra parte.

Se você precisa rescindir um contrato de compra, venda ou locação de imóvel, um advogado pode avaliar a melhor estratégia e os valores que você tem direito a receber ou deve restituir.

Rescisão por descumprimento parcial

É possível rescindir por descumprimento parcial do contrato

Mesmo quando o descumprimento não é total, um advogado pode avaliar se ele é grave o suficiente para justificar a rescisão, ou se caberia apenas indenização proporcional mantendo o contrato vigente. Essa análise depende da gravidade da cláusula descumprida e do impacto real sobre o objetivo do negócio firmado entre as partes.

Rescisão e arras

Arras confirmatórias e arras penitenciais

O valor pago como sinal pode ser arras confirmatórias, que reforçam o compromisso e permitem cobrança de perdas e danos adicionais em caso de desistência, ou arras penitenciais, que já fixam previamente o valor máximo da penalidade, sem direito a indenização suplementar. Um advogado identifica qual modalidade está prevista no contrato antes de orientar sobre a rescisão.

Rescisão e registro de ônus

O que fazer se o imóvel já tiver ônus registrado

Se o contrato rescindido já gerou algum registro de ônus na matrícula do imóvel, é necessário providenciar o cancelamento formal desse registro junto ao cartório, sob pena de o imóvel continuar aparentando pendência mesmo após a rescisão estar resolvida entre as partes. Um advogado cuida dessa formalização final junto ao cartório, garantindo que a matrícula reflita corretamente a situação após a rescisão do negócio.

Rescisão e benfeitorias

Como calcular benfeitorias na rescisão

Quando o comprador já realizou melhorias no imóvel antes da rescisão, um advogado avalia se há direito a indenização por essas benfeitorias, o que depende de estarem ou não previstas no contrato original e do motivo da rescisão. Benfeitorias necessárias costumam gerar direito a indenização mesmo sem previsão contratual específica.

Rescisão judicial x extrajudicial

Quando é necessário buscar rescisão judicial

Havendo resistência de uma das partes em aceitar a rescisão ou em devolver os valores devidos, um advogado ajuíza ação judicial de rescisão contratual, cumulada com pedido de devolução de valores e eventual indenização por perdas e danos comprovados.

Rescisão e registro

É preciso registrar a rescisão em cartório?

Quando o contrato original de compra e venda já estava registrado na matrícula do imóvel, a rescisão também precisa ser averbada, sob pena de o imóvel continuar formalmente vinculado ao comprador original perante terceiros. Um advogado cuida dessa formalização para evitar problemas futuros de titularidade.

Resolução x resilição

Diferença entre resolução e resilição contratual

Tecnicamente, a resolução ocorre por descumprimento de uma das partes, enquanto a resilição decorre de mútuo acordo ou de manifestação unilateral prevista em contrato, sem necessariamente haver culpa envolvida. Um advogado identifica qual instituto se aplica ao caso, já que isso influencia diretamente os valores e responsabilidades de cada parte na rescisão.

Devolução de sinal

Quando o sinal deve ser devolvido em dobro

Se o vendedor desiste da venda por vontade própria, sem justa causa, o comprador tem direito à devolução do sinal em dobro, conforme prevê o Código Civil. Um advogado avalia as circunstâncias da desistência para determinar se esse direito se aplica ao caso concreto.

Rescisão de locação

Rescisão de contrato de locação antes do prazo

Quando o inquilino deseja desocupar o imóvel antes do fim do contrato, a lei prevê multa proporcional ao tempo restante, salvo situações específicas de dispensa, como transferência de emprego para outra cidade. Um advogado calcula o valor proporcional devido e orienta sobre a documentação necessária para eventual isenção da multa.

Rescisão de compra e venda

Rescisão amigável de compra e venda

Quando ambas as partes concordam em desfazer o negócio, um advogado formaliza a rescisão amigável por meio de instrumento específico, definindo prazos e forma de devolução dos valores já pagos, o que evita disputas futuras sobre o que ficou combinado verbalmente entre as partes.

Cláusula penal

Como funciona a cláusula penal no contrato

A cláusula penal, prevista na maioria dos contratos imobiliários, define previamente o valor da penalidade em caso de descumprimento, evitando discussão sobre o valor exato do prejuízo. Um advogado avalia se a cláusula penal prevista é proporcional e válida, podendo requerer sua redução judicial quando manifestamente excessiva.

Perguntas frequentes

Rescisão de Contrato

O que é retomada de imóvel locado?

Significa pedir o imóvel de volta, durante ou ao final do contrato. A lei prevê todos os casos sujeitos à retomada.

Qual a diferença entre revisão de aluguel e reajuste de aluguel?

O reajuste é a atualização periódica do valor conforme índice previsto. A revisão altera o valor para adequá-lo ao mercado, por acordo entre locador e locatário.

O proprietário pode pedir verbalmente que o inquilino desocupe o imóvel?

Caso tenha interesse na retomada, deve informar o inquilino por documento que comprove essa intenção — notificação, carta registrada, etc.

O inquilino é obrigado a sair no dia seguinte ao pedido do imóvel?

Não. O prazo mínimo em lei para desocupação, terminado o contrato, é de 30 dias.

O que é denúncia vazia?

É a retomada do imóvel pelo proprietário sem necessidade de justificativa, ao término do prazo estipulado em contrato, independentemente de notificação.

Se o contrato for por prazo indeterminado e o inquilino quiser sair, o que fazer?

Deve comunicar o proprietário por escrito, em duas vias, com 30 dias de antecedência, devidamente protocolada.

Ao longo da vida, é comum precisar de apoio jurídico em momentos completamente diferentes — e cada situação mais complexa exige um profissional que domine completamente aquele tema.

Quando o assunto é direito de família e sucessões — divórcios, partilha de bens, inventários ou questões de guarda —, a minha recomendação é o escritório Juliana Chung Advocacia, especializado justamente nesse tipo de causa e na sensibilidade que ela exige.

Já em questões previdenciárias mais complexas envolvendo o INSS — revisões de benefício, aposentadorias negadas ou processos administrativos travados —, o SOS Previdência é referência por lidar especificamente com os casos que fogem do trâmite simples.

Por fim, quando o conflito é de relação de consumo e passa de uma reclamação básica — cobranças indevidas, contratos abusivos ou indenizações mais complicadas —, o SOS Consumidor é a indicação, por atuar diretamente nesse tipo de disputa mais técnica.